Horizon Forbidden West: tudo o que Zero Dawn queria ser

David "Fiuzer" CarvalhoAnálises31/08/2026113 Visualizações

Horizon Forbidden West é uma continuação direta da história e dos acontecimentos de seu antecessor, Horizon Zero Dawn. Lançado em 2022, o game chocou muita gente ao apresentar uma evolução visual e técnica extremamente nítida em comparação com o primeiro jogo da saga, mas sem abandonar sua essência.

Aqui, continuamos acompanhando um mundo pós-apocalíptico totalmente dominado por uma vasta diversidade de máquinas extremamente avançadas e hostis, enquanto a natureza tomou conta de praticamente tudo ao redor. O resultado é um futuro distópico, tomado pela natureza e, ao mesmo tempo, maravilhosamente bonito.

Trama Principal e desenrolar da Historia

Nessa nova jornada Aloy e Varl vão em direção ao Oeste Proibido, para descobrir o que está acontecendo com a biosfera do planeta, pois tudo está se deteriorando por conta de uma praga tóxica que avassala tudo que encontra pelo caminho, sejam plantas, animais ou insetos. Assim, ameaçando acabar com tudo que existe vida no planeta Terra. E a única chance de fazer tudo voltar ao normal é restaurando totalmente os sistemas de GAIA (uma IA que supervisiona o Projeto Zero Dawn), que foi criada pela Elisabet Sobeck para salvar a vida no planeta terra, após a extinção criada pelas máquinas de Ted Faro.

Com essa jornada em mente, você precisa encontrar várias partes subsequentes de GAIA que se perdeu após HADES receber um sinal para destruir toda vida na terra.

Nessa trama toda, você reencontra amigos do passado, novas amizades, novos cenários nunca antes vistos na saga, como um deserto escaldante de morrer, praias onde só de ver já dá vontade de tomar um sol, e claro, florestas tropicais extremamente densas que combinam perfeitamente com o tipo de máquina do local.

A incrível evolução das missões secundárias

Um ponto que sempre foi negativo e até considerado um “tendão de Aquiles” em Horizon Zero Dawn era sem dúvidas as missões secundárias, onde eram extremamente cansativas e repetitivas, com muitas delas tendo história onde nem valia a pena prestar atenção, pois era um conteúdo muito raso, um conteúdo onde vão se passar 30 a 50 minutos e você vai se esquecer completamente da história que acabou de presenciar.

Agora, em Forbidden West, isso mudou totalmente de rumo. A Guerrilla Games notou que não estava legal no primeiro game e fez uma obra e tanto aqui, mostrando missões onde você de fato se importa, onde vai terminar o jogo e vai continuar se lembrando nitidamente das coisas que aconteceram, diálogos melhores que o primeiro game, tramas mais interessantes, assim como o desenrolar é contado, muitas secundárias não te entregam tudo de bandeja, você tem que ir descobrindo de fato, com isso, vai prendendo mais a atenção do jogador em descobrir o que de fato aconteceu, se alguém está vivo ou não, e por ai vai. De fato, é uma evolução nítida e clara de melhora de um título para o outro.

Otimização e desempenho do jogo

Falando em uma questão mais técnica e objetiva sobre a otimização do jogo, ele entrega algo bem satisfatório, não tive nenhum problema relacionado aos FPS, muito menos stuttering (engasgos), apesar de que meu computador esteja longe de ser fraco (CPU Ryzen 7 9700X, Memória 32GB, GPU RTX 5080), mas isso não impede de um jogo mal otimizado ficar travando toda hora com péssima otimização.

Por ser um jogo que foi portado para computadores pela Nixxes (estúdio responsável por ports de jogos de PlayStation para computadores), o título veio com o inicializador onde você consegue definir tudo relacionado a exibição e gráficos do título. Apesar de ser uma jogo que foi portado em 2024, ele ainda possui as tecnologias da época, então vai contar com DLSS, Frame Generation, DLAA e por ai vai, isso sem contar que o jogo tem suporte para Ultrawide 21:9 e 32:9, mas fica um detalhe, desligando a opção “Letterbox nas Cenas” o jogo começa a apresentar de vez em quando alguns flashes de luz nas extremidades da tela, mas nada que deixe insuportável ou até mesmo chato a jogatina, vira só um detalhe que aparece raramente.

Creio que o jogo rode tranquilamente na sua máquina se ele estiver nos requisitos mínimos para cima, tudo isso graças a otimização fantástica e claro, o motor gráfico próprio desenvolvida pela própria Guerrila, a Decima Engine, a mesma engine que o Kojima usou em Death Stranding e Death Stranding 2, então dá para ter uma noção de quão lindo graficamente o jogo consegue ser.

Inovações um tanto quanto peculiares

Assim como todos jogos que tem continuações (principalmente diretas), você espera que ele tenha evoluções, sejam pequenas ou grandes, agora aqui você se pergunta “O que podem fazer de novo, já que o jogo é primitivo na questão de armas ?”. Bom, eles até que conseguiram evoluir, porém por outros caminhos, as armas principais como arcos, armadilheiras e lança cordas, continuam aqui, a grande inovação está na nova Árvore de Habilidades onde traz novos gadgets, sejam para lança ou até em forma de consumíveis.

Ao decorrer que você vai melhorando seu personagem, você desbloqueia os impulsos de Bravura, que nada mais são que Ultimates (habilidades supremas), e isso foi uma das coisas mais legais que adicionaram aqui, pois essas “ultimates” tem de diversos tipos, sejam elas uma onda de raio, aumento de dano, porcentagem de acerto crítico, dentre outras melhorias.

Diferente do Zero Dawn, onde o combate corpo a corpo era bem entediante, aqui eles conseguiram implementar os combos de lança, onde você consegue interligar uma sequência de ataques em outra sequência de ataque, ficando bem divertido e até
intuitivo lutar contra os humanos de lança ao invés de só dar uma flechada na cabeça.

Pontos negativos ou quase isso

Infelizmente, nem todo jogo é perfeito, e nesse jogo tem algo que infelizmente não mudou, que é a maldição dos diálogos, mas especificadamente as “opções” de diálogo. Quase toda vez que você vai conversar com um NPC, seja de missão principal ou secundária, ele fala com você por uns 30 segundos (e dá para ficar facilmente entretido, pois as expressões faciais aqui são estupidamente superiores Horizon Zero Dawn), e logo depois abre uma roda com opções de diálogos. Na primeira vez é até legal, pois você separa cada tópico da missão na cabeça, o problema é quando isso acontece mais de 50 vezes, e muitas das vezes as conversas que você tem nas opções podiam ser facilmente incrementadas na conversa principal, sem nem mesmo necessitar a pausa pra ficar escolhendo o diálogo. Esse é um ponto que me deixa de fato muito encucado, do porquê não mudaram, pois com essa opção de escolher o diálogo, muitas das vezes eu perdia a imersão e lembrava “de novo essas 300 opções de diálogo desnecessárias”.

Agora falando de outro ponto que deixou a desejar, foi a relação entre os personagens, algo que infelizmente evoluiu muito pouco. Você não sente empatia pelos personagens, pois tudo que você sabe da pessoa é muito raso. Para você sentir que sabe minimamente dos seus amigos você tem que ficar frequentando o HUB a toda hora, e notar se tem algum diálogo opcional com alguém, coisa que infelizmente não ficou nada intuitivo.

Veredito

Horizon Forbidden West consegue ter a mesma essência que o Zero Dawn, porém é uma evolução bem pé no chão, nada tão destoante, mas se tratando da história é bem difícil você conseguir prever o que vai acontecer aqui. O sistema de combate foi revitalizado, fazendo você de fato sentir vontade de ir lutar corpo a corpo com os inimigos humanos, já no combate contra máquinas não teve uma evolução absurda, somente alguns gadgets e armas novas, o que sinceramente é o suficiente para o jogador ficar satisfeito. Se você gostou do mundo pós apocalíptico do título anterior, eu não tenho dúvida alguma que vai adorar esse jogo, é uma evolução nítida de quase tudo.

Nota

9

Jogo analisado com cópia adquirida pelo redator para PC (Steam). O título possui dublagem em Português, e está disponível também para PlayStation 4 e PlayStation 5.

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