New Super Lucky’s Tale – Análise

Washington "MeuGameB" DiasAnálises29/03/2026442 Visualizações

New Super Lucky’s Tale é um jogo de ação e plataforma 3D desenvolvido e publicado pela Playful Corp, sendo originalmente lançado para Nintendo Switch em novembro de 2019, o título chegou ao PlayStation 4 e Xbox One em agosto de 2020. O jogo é um remake de Super Lucky’s Tale (2017), também desenvolvido pela Playful Corp, mas publicado, na época, pela Microsoft.

​Hoje, quase seis anos depois, ele é novamente relançado, desta vez pela PQube Limited, prometendo 120 FPS e resolução 4K para as plataformas atuais. Nós do CS Reviews — que ainda não tínhamos experimentado nenhuma das versões, nem mesmo o Lucky’s Tale original que antecede a de 2017 —, estamos tendo a oportunidade de jogá-lo agora.

​Nesta análise, compartilhamos nossa opinião sobre este título que traz um “gosto de adolescência”: uma época em que passávamos horas desfrutando de jogos desse estilo, tão presentes nos consoles da Nintendo, SEGA e PlayStation.

Tudo começa com a destruição do lar de Lucky e sua irmã, Lyra. Em um insano rompante de ganância, o feiticeiro Jinx traiu seus amigos e tentou roubar o artefato mais poderoso da Ordem: o Livro das Eras. Os Guardiões juntaram forças para enfrentá-lo, mas Jinx conseguiu banir todos que se opuseram a ele, enviando-os para mundos separados.

​Lyra e Lucky, os únicos remanescentes, pegaram o livro e fugiram, passando anos evitando Jinx e sua família. E mesmo escondidos, sabiam que cedo ou tarde ele os alcançaria. Esse dia chegou, e a última batalha ocorreu em sua terra natal, Foxington. Quando tudo parecia perdido, algo estranho aconteceu: o livro reagiu com violência à magia de Jinx — fosse para proteger os irmãos ou a si mesmo.

​Em meio a uma tormenta, páginas voaram em todas as direções, o livro abriu um portal violento e instável, sugando Jinx e sua Ninhada. Contudo, o portal também levou Lucky. Sem o símbolo do guardião, que estava com o pequeno raposo, a equipe de sua irmã não pôde viajar entre os mundos. Eles ficaram presos desde aquele dia, esperando sem saber para onde o portal o tinha levado, mas Lyra sabia que ele estava em algum lugar dentro do livro.

​Lyra Swiftail é a líder atual do que restou da Ordem dos Guardiões, mas esta não é a sua história. Esta é a história de Lucky que, com a nossa ajuda, vai reunir todas as páginas do livro mágico para conseguir retornar para casa. ​A história de New Super Lucky’s Tale é bem contada e contextualizada. Encontramos diversos personagens pelos mundos, todos precisando de ajuda e, de alguma forma, atormentados pela Ninhada. Cabe a nós ajudá-los como os verdadeiros heróis desta jornada.

A jogabilidade de New Super Lucky’s Tale segue o padrão de clássicos como Super Mario 64 e Banjo-Kazooie. Esse estilo era bastante popular no passado e hoje se mantém forte principalmente nos consoles da Nintendo. Ocasionalmente, somos surpreendidos por títulos como Astro Bot, que inclusive foi eleito o Jogo do Ano no The Game Awards de 2024.

​Além dos comandos básicos — andar, correr e realizar saltos duplos — podemos bater nos inimigos e interagir com objetos usando a cauda de Lucky. Ele também conta com uma habilidade única: a de cavar. Com ela, é possível se locomover de forma submersa para ganhar velocidade, atacar pontos fracos de inimigos e explorar cenários onde essa mecânica é obrigatória.

​Cada mundo do jogo é dividido por diferentes biomas, com temáticas próprias como Sky Castle, Veggie Village e Wrestful Retreat. O objetivo primário é recolher uma certa quantidade de páginas para abrir um portal selado. Após abri-lo, enfrentamos um chefe e, ao derrotá-lo, ganhamos passagem para um novo mapa.

E dentro de cada área, existem três marcadores principais:

​Vidas: O número de tentativas restantes;
​Trevo da Sorte: A quantidade de páginas coletadas;
​Moedas: Dinheiro que permite comprar novos trajes com um vendedor específico.

​Existem formas distintas de encontrar as páginas. Uma delas está atrelada à resolução de quebra-cabeças dentro de cavernas (acessadas por escotilhas). A outra garante até quatro páginas por fase, dependendo da disposição do jogador em completar objetivos internos.

​Os estágios variam em jogabilidade, podendo alternar entre plataforma 2D, visão isométrica ou corridas. Esse loop de gameplay acompanha o jogador de forma variada, fazendo com que o jogo ganhe fôlego a cada novo mundo. Vale lembrar que é possível revisitar mundos anteriores a qualquer momento.

Os gráficos são excelentes, especialmente considerando que não se trata de uma produção AAA. O título foi desenvolvido na Unity e está entre os mais belos que já vi nessa engine.

​Apesar de o visual ser semelhante ao do relançamento de 2020, ele continua muito atraente, com ótimas texturas e efeitos de iluminação. O jogo roda de forma extremamente suave, não notei qualquer tipo de bug ou queda de quadros no PS5, plataforma onde foi jogado. A direção de arte também se destaca, com paletas de cores vibrantes e um design de personagens muito carismático.

Um ponto que chama a atenção logo de início é a trilha sonora, que se adapta perfeitamente a cada momento. As composições são alegres e apresentam uma qualidade impecável, a fanfarra da tela inicial é marcante, digna de uma grande produção. A sonoplastia cumpre seu papel com maestria, entregando efeitos sonoros condizentes tanto com a exploração quanto com os combates.

Veredito

​​Sem a pretensão de revolucionar o gênero, New Super Lucky’s Tale é uma belíssima homenagem aos clássicos de plataforma 3D. O jogo impressiona pelo que entrega dentro de sua proposta indie, proporcionando uma experiência tão divertida que, após 8 horas, a sensação é de que uma sequência seria muito bem-vinda. ​Apesar de ter uma dificuldade reduzida em relação aos seus antecessores espirituais, o título compensa com um level design competente e performance visual satisfatória. É um título que sabe onde quer chegar e o faz com muito capricho.

Nota

8.5

Jogo analisado com cópia gentilmente fornecida pela PQube Limited para PlayStation 5.

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