Hell Clock: Cursed War – Análise

Pedro AlvesAnálises20/07/202686 Visualizações

O universo de Hell Clock, desenvolvido pela Rogue Snail e distribuído pela Mad Mushroom, ganha um novo capítulo que expande o horizonte dos jogadores. Em Cursed War, somos introduzidos diretamente ao Ato 4 da jornada de Pajeú. O acesso ao conteúdo é orgânico: após completar a campanha principal, o mapa de constelações expande-se bastante, e também é revelada a passagem que trás os pisos que servem de palco para esta expansão. Analisamos o título no PC e no XBOX Ally para entender se este novo fragmento de tempo faz a engrenagem rodar com o mesmo vigor.

Cicatrizes do passado no front paraguaio

Cursed War adota uma premissa narrativa fascinante ao reviver a história de origem de Pajeú ambientada na Guerra do Paraguai (1864–1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul, que deixou marcas profundas na história da região. Trazer esse pano de fundo histórico confere um peso dramático único à lore da expansão. No entanto, por se passar em uma localidade completamente diferente e isolada, a narrativa pode parecer um tanto deslocada do escopo geral do jogo base, funcionando mais como um aprofundamento na história de Pajeú do que como um avanço na trama central.

Mais pólvora, mais feitiçaria, maior desafio

No que diz respeito às mecânicas, a expansão mantém rigidamente a estrutura do jogo base, mas apresenta novas armas e magias inéditas. O ritmo de jogo, contudo, exige atenção: a DLC pode ser considerada um pouco mais difícil no início do jogo, entregando um pico de desafio que vai testar os reflexos logo nos minutos iniciais. O conteúdo total rende entre 2 a 3 horas de jogabilidade, o que garante uma experiência direta e sem enrolações.

Mesma fundação, novos cenários

Visualmente, a Rogue Snail optou pelo seguro. O novo bioma recicla bastante os elementos estéticos do jogo original, mas compensa essa repetição ao introduzir novos elementos e chefes que ajudam a ambientar o front de guerra sem descaracterizar a identidade visual de Hell Clock. No aspecto de performance técnica, a experiência se mostrou idêntica ao jogo base.

Veredito

Hell Clock: Cursed War é uma expansão bem feita, porém sem grandes evoluções técnicas. No mercado brasileiro, enquanto o jogo base é vendido por R$ 59,99, a DLC chega por R$ 37,49. Considerando que a aventura entrega por volta de três horas de conteúdo mantendo a mesma base técnica, o valor cheio pode parecer salgado para alguns. O saldo é positivo e a expansão é recomendável, mas o custo-benefício brilha de verdade se você esperar por uma futura promoção.

Nota

7

Jogo analisado com cópia gentilmente fornecida pela Mad Mushroom para PC (Steam). O título está dublado em Português (Brasil), e também está disponível para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

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