Call of Duty: Black Ops 7 – Análise

Jackson FrançaAnálises08/12/2025197 Visualizações

Call of Duty foi a primeira franquia de tiro em primeira pessoa que joguei no meu finado PlayStation 3, mais precisamente o título Modern Warfare 2. Joguei dezenas de horas o jogo, como o modo “Spec Ops“, inclusive fazendo a campanha na maior dificuldade, pois na época não tinha internet cabeada para o meu console. Após isto, iniciei o Modern Warfare 3, que também fiz isso esses mesmos feitos. E de lá para cá, não joguei muitos títulos da série, além do Black Ops 6, do qual joguei uma boa quantidade de horas e que tive uma ótima experiência.

Com o anúncio de Call of Duty: Black Ops 7, já esperava que fosse uma experiência tão boa quanto a do seu título anterior, porém não foi bem assim que ocorreu.

Em sua campanha, o jogo se situa em 2035, onde seguimos David Mason e sua equipe de elite da JSOC, onde todos possuem chips implantados em seus cérebros, partem em uma missão para invadir Avalon. Chegando lá, todos são recepcionados com diversos tiros ao invadirem uma das instalações d’A Guilda, uma empresa bélica que produz robôs, além de armas de guerra.

Ao invadir e roubar informações do laboratório d’A Guilda, Mason e sua equipe descobrem que, através de uma transmissão criada por inteligência artificial pela própria empresa, usaram a figura de Raul Menendez (vilão de Black Ops 2), dizendo para aguardarem pelo seu próximo ataque, como se fosse da autoria do mesmo. Após esta transmissão, Emma Kagan, a CEO d’A Guilda aparece, e conversa com a equipe de Mason, porém alertando que os mesmos não conseguirão fugir desta instalação, trancando-os em uma sala e despejando um gás alucinógeno em todos.

Após tal acontecimento, uma explosão proveniente dos explosivos instalados pela sua equipe ocorre, fazendo com que uma oportunidade de fuga da sala ocorra. Mason e sua equipe começam a enxergar ilusões proveniente do gás, compartilhando-as devido os seus implantes, onde seus inimigos são pessoas pegando fogo que estão atrás deles. Depois destas ilusões, conseguem sair sã e salvos. E agora, Mason e sua equipe devem impedir que Emma e A Guilda liberem esse gás, se não, haverá caos em nível mundial.

O modo campanha de Black Ops 7 ocorre em dois locais normalmente: mundo real e o mundo das ilusões, proveniente do gás alucinógeno. No mundo real, vamos a alguns locais de Avalon para obter informações para impedir A Guilda de concretizar seu plano. Já no mundo onde ocorrem ilusões, somos levados a diversos locais, dos quais contém acontecimentos de Black Ops 2, relembrando Mason de antigas missões que o mesmo realizou, tal como as que seu próprio pai, Alex Mason, realizou.

Além disto, este título não é uma continuação direta de Black Ops 6, dado ao final do próprio, podendo deixar bastantes jogadores e fãs confusos quando começarem a jogar este mais novo título, apesar de ser uma sequência numérica. Para ser mais preciso, este título ocorre na mesma realidade de Black Ops 2 e Black Ops 6, porém muitos anos no futuro.

Ao tentar jogar o modo campanha de Call of Duty: Black Ops 7, uma das primeiras mudanças da qual você nota é: só é possível jogar online. Diferente de outros títulos (exceto o Black Ops IIII), onde era possível jogar a campanha inteiramente no modo Um Jogador, ou seja, offline, neste mais recente título, você só consegue jogar online e com outros jogadores. Está sem internet? Então, não poderá jogar nada.

Em determinadas missões, das quais não demoravam muito, permaneci com a mesma equipe, porém se alguém saía, demorava um pouco para preencher, pois haviam missões que eu jogava somente eu e mais um jogador, e em outras só mais dois jogadores, o que às vezes, me desmotivava a jogar. Além de que, em alguns momentos dos quais jogava, sempre havia um jogador que ficava mais afastado, e missões das quais eram para serem rápidas, se todos colaborassem e não ficando parado, não teria demorado tanto, como quase uma hora em uma das missões iniciais.

Além disto, uma coisa a ser notada, é que as missões simplesmente são intercaladas entre invadir base da Avalon e combater a ilusão da qual somos enviados, deixando o desenvolvimento bastante repetitivo e cansativo, já sabendo até mesmo o que podemos esperar durante o progresso.

A campanha de Call of Duty não demora muito para ser finalizada, dependendo se você pegar uma equipe que ajuda, você consegue fechá-la em torno de 6 a 7 horas, mas caso você pegue algumas que não ajudam muito, esse tempo pode facilmente chegar às 9 horas de duração.

Já no quesito gameplay, não trouxe nada de inovador ou diferente ao meu ver, mantendo-se idêntico ou bastante similar ao que já foi apresentado em Black Ops 6 e Warzone 2.0. Onde do qual, já possuíam gameplays bastante fluídas, mas não houve grande aprimoramento aqui neste título, ficando mais do mesmo.

E agora, no quesito multiplayer, joguei diversas hordas no modo Zumbi, do qual enfrentávamos diversas e diversas hordas em uma equipe de quatro jogadores, do qual tínhamos que derrotar tais hordas, enquanto melhorávamos nossas armas, podendo até ativar algumas das armadilhas que tinham no cenário para atrair ou matar tais zumbis, nos dando um pequeno tempo para conseguir nos reequipar. É um modo bastante divertido para jogar com amigos ou também solo.

Há também um outro modo disponível, o chamado “Fim da Jornada”. Este modo em questão, voltamos para Avalon, para concluir algumas missões que estão espalhadas pelo mapa, do qual jogamos com outros 3 jogadores. O mapa em si é o mesmo do qual ocorre a campanha principal, podendo revisitar os mesmos locais, e completar missões, como por exemplo, derrotar o Comandante da base, derrotar inimigos, eliminar drones, dentre vários outros tipos, dentro de um limite de 45 minutos.

De início, este modo era trancado até o final da campanha, restringindo os jogadores de jogá-lo, sendo um modo muito mais divertido de se jogar quando comparado às missões principais, por explorar um pouco mais a própria Avalon, sem se restringir às áreas possíveis de exploração da qual a campanha nos força a seguir, algo que ao meu ver, deveria ter vindo desbloqueado já desde o início, do qual só foi desbloqueado de vez até mesmo para quem acabou de iniciar Black Ops 7 após uma atualização que fizeram no título.

Em diversas partes deste modo, caso adentrarmos uma região que possui uma influência maior do gás alucinógeno, começam a aparecer mais e mais inimigos presentes nas ilusões que vimos durante o modo campanha, dos quais alguns são bastantes resistentes. E muitos desses inimigos são apenas monstros com uma aparência alternativa quando comparado ao exército d’A Guilda, mas não usam armas, e sim avançam até o jogador para conseguirem atacar.

Em diversos modos do jogo, como em “Campanha”, “Zumbis” e “Fim da Jornada” você tem a possibilidade de melhorar as armas que estão em sua posse no momento, melhorando a sua raridade e poder de fogo, resultando assim em maior dano deferido nos inimigos.

Veredito

Call of Duty: Black Ops 7 nos entrega um jogo que já mostra o desgaste presente devido os seus lançamentos anuais consecutivos, sem um ano sequer de descanso. Apesar de trazer o divertidíssimo Modo Zumbi de volta, não nos apresenta mudanças minimamente aceitáveis, além de obrigar o jogador a estar sempre Online para conseguir jogar o seu modo Campanha.

Nota

6

Jogo analisado com cópia gentilmente fornecida pela Activision Brasil para PlayStation 5.

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