
Hideo Kojima é o famoso criador da franquia Metal Gear Solid, e ele é conhecido por sempre trazer temas polêmicos ou até mesmo trazer uma jogabilidade diferente em seus jogos. E por trazer uma jogabilidade diferente, nasceu Death Stranding, do qual foi lançado para o PlayStation 4 em 2019, do qual acompanhamos Sam Porter Bridges (Norman Reedus), um portador, para conectar todo o Estados Unidos, utilizando a rede quiral UCA (União das Cidades Americanas), feita pela Bridges.
Death Stranding 2: On The Beach 2 chega para mostrar e continuarmos a jornada de Sam após o fim do primeiro jogo, do qual Lou é libertada de sua cápsula, e ambos saem do radar da Bridges e de seus conhecidos, vivendo de forma totalmente isolada.
O início do jogo se dá após onze meses dos acontecimentos do primeiro jogo, do qual ambos vivem em um bunker próximo da fronteira do México. Fragile (Léa Seydoux), uma amiga de Sam, consegue localizá-los e chega com uma nova missão: conectar México a uma nova rede quiral construída pela APAC, isolada da rede da UCA, pertencente a Bridges. Sam aceita, de forma relutante, e Fragile permanece com Lou enquanto ele reconecta México. Porém, durante o percurso, é descoberto um Portal que consegue ligar o México com a Austrália, permitindo que a rede consiga se expandir ainda mais. E com isto, Fragile e Sam, partem em direção a este novo país.

Em DS2, faremos parte da Drawbridge, a empresa responsável por expandir esta nova rede quiral, e junto dela, temos a volta de personagens conhecidos, como Fragile, Deadman (Guillermo Del Toro) e Heartman (Nicolas Winding Refn), mas também temos a inserção de novos personagens, como Tarman (George Miller), o simpático capitão da nave DHV Magalhães, do qual consegue utilizar o seu punho decepado em conjunto com a nave para viajarmos através das praias e das correntes de alcatrão, Dollman (Fatih Akin), um homem que ficou presa a uma marionete após um acontecimento desconhecido, Rainy (Shioli Kutsuna), uma mulher que consegue fazer chover ao seu redor quando está em céu aberto, e Tomorrow (Elle Fanning), uma adolescente misteriosa.
Nesta sequência, temos uma maior interação de Sam com os demais personagens que são apresentados durante o jogo, pois diferente do primeiro jogo, onde grande parte desta interações ocorriam através de hologramas (da qual ainda ocorrem com as instalações que conectamos), a equipe da Kojima Productions, conseguiu fazer com que o núcleo principal do jogo interagisse de uma forma mais contínua, eficaz e inteligente, fazendo com que o jogador pudesse criar laços com os demais personagens com o decorrer da campanha. E junto disto, permitir que o jogador possa também conhecer mais ainda deste núcleo através dos acontecimentos passados que os próprios personagens explicam, dando uma história de fundo mais profunda para cada um deles.
Em Death Stranding 2, o gameplay do jogo sofreu uma evolução como é esperada de uma sequência, com melhorias em alguns pontos para liberação de fabricação de certos equipamentos e armamentos, tal como também a variedade dos mesmos. Neste jogo, diferente do primeiro, onde tínhamos um começo bem morno e calmo, nesse já temos acesso a algumas armas logo no início do jogo, para já combater os primeiros inimigos que enfrentamos na área inicial do jogo, o México.

Como dito anteriormente, a variedade de armas que está presente na sequência é bem maior quando comparada ao primeiro jogo, e isso faz com que a jogabilidade também tenha uma ligeira evolução. Desta vez, temos variações de armas já conhecidas e a inserção de novas. Das armas conhecidas, temos a inserção de versões mais leves, portáteis (sendo possível levar mais da mesma) e com mais munições, dos quais são possíveis de obter após elevar o nível das instalações, dos quais acabam liberando fabricações de mais equipamentos. Um exemplo de armas novas, são o lança foguetes, do qual consegue disparar oito projéteis, travando a mira, o lançador de granadas de detonação remota, porém em sua versão menor e mais leve, e até mesmo um bumerangue de sangue, do qual, se mirar direito, consegue atordoar um inimigo.
Além disto, tivemos também melhorias em diversas construções das quais foram apresentadas no título anterior. Uma das construções muito utilizadas no primeiro jogo para jogadores dos quais estavam em busca da platina, foi a Tirolesa, da qual possui a capacidade de, agora, colocar para qual ângulo a conexão entre duas tirolesas será, podendo variar em um arco em três direções (esquerda, direita ou para cima) ou como já era no primeiro, em linha reta. Além disto, a ponte sofreu uma melhoria, da qual é possível expandir a mesma em até 80 metros de distância, facilitando assim, a necessidade de cruzar largos trechos de rio presente no jogo. Temos também a volta das estradas, para se locomover facilmente com veículos, e a inserção dos monotrilhos (linhas de trens aéreos), podendo utilizá-los como e com tirolesas, além de conectar os centros de distribuições com as minas de extração, das quais podemos extrair materiais (cerâmicas, metais, ligas especiais, etc) ao custo do uso de cristais quirais.

E uma das novidades do jogo, é o sistema de melhoria APAS, do qual podemos selecionar melhorias que podem afetar veículos, construções, uso de ferramentas e/ou recursos, dentre outras possibilidades. Ao subir o nível de cada instalação, ganhamos acesso a novas melhorias, que normalmente custam uma quantidade de pontos, e também ganhamos mais pontos a serem distribuídos neste sistema. Alguns exemplos são, de aumentar o alcance do Scanner ou de utilizar a própria bateria do Sam quando o veículo (picape ou moto) esgotar sua própria bateria.
Viajar pelas localidades de Death Stranding 2: On The Beach deverão ser feitas com mais cuidado, pois agora temos alguns efeitos da natureza que podem acabar atrapalhando a sua entrega, além da própria chuva temporal. Caso você esteja tentando subir uma montanha desprotegido, tem que tomar cuidado com deslizamento de pedras, que podem acabar acertando seu veículo, então não fique em regiões totalmente abertas. Ter sua visão obstruída pelas tempestades no deserto ao passar pelos mesmos. Ou até mesmo, ser arrastado quando houver uma inundação e os níveis dos rios subirem, podendo até fazer com que atrapalhe sua capacidade de atravessar o rio ou de ter que fazer um outro trajeto para finalizar a sua entrega.
Para os jogadores acostumados com a Interface de Usuário (UI) no primeiro jogo, DS2 realizou pequenas alterações nesse sentido. No menu de instalações, reformularam parte da UI ao acessar o terminal, agruparam certos menus (Garagem e Fabricação, por exemplo) em um único menu – Fabricação e Gerenciamento – de início, complicado e que pode confundir o jogador, pois há até mesmo uma outra opção parecida – Depósito da Instalação – do qual é o armário privado, só que com um novo nome. Além desta modificação, a roda de seleção de itens a serem usados sofreu uma pequena mudança, ao agrupar itens similares numa mesma opção. Por exemplo, Cantil e Criptobiontes estão juntos, assim como as ferramentas estão agrupadas em um único menu, do qual se for escolhido o CQP, podemos escolher a construção em um novo menu radial logo após selecionar o mesmo, facilitando assim a criação de novas estruturas.

Os MULAs (ladrões) que estão presentes em Death Stranding 2 estão mais concentrados em pequenas regiões do mapa, tendo pouquíssimas bases, principalmente no mapa da Austrália, onde o mesmo, é consideravelmente maior que o mapa do EUA no primeiro jogo. E apesar dessas bases serem em menor quantidade, o tamanho das mesmas é consideravelmente maior. Assim como a região dos EPs (entidades praianas), elas diminuem de acordo com que o jogador vai conectando mais e mais instalações. Locais dos quais ainda há EPs mesmo após conectar novas instalações, eles ficam enfraquecidos, aparecendo assim, versões mais fracas a serem combatidas.
Os ambientes dos quais visitamos e passamos em DS2 é muito mais variado comparado ao título anterior, pois nesse podemos ver muito os locais com muito mais detalhes e uma maior variação de ecossistema. E graças ao motor gráfico Decima Engine, o jogo consegue ter cenários e personagem extremamente fotorrealistas e detalhados, construindo assim, locais belíssimos para passar horas e horas contemplando a beleza deste jogo. E com isto, conseguimos ter por exemplo, regiões áridas com diversas construções de uma antiga cidade ruída pela chuva temporal, uma região montanhosa com restos de uma construção que está lotada de EPs, ou até mesmo uma região rochosa com diversas árvores.
Death Stranding 2: On The Beach nos coloca novamente na pele de Sam, e nos envolve em uma jornada sentimental e emocionante, conseguindo melhorar o seu gameplay, além de brilhar com a sua trilha sonora que Kojima soube escolher a dedo. Porém, em determinados momentos do jogo, acabamos que por começar a repetir os mesmos passos na história (obtém novo pedido, percorre o caminho e entrega), porém tivemos uma pequena melhora no ritmo nesse aspecto.
9.5
Cópia do Jogo adquirido pelo redator para PS5.