Ys X: Proud Nordics – Análise

Jackson FrançaAnálises31/03/2026622 Visualizações

A série de RPG Ys surgiu lá em 1987, com o primeiro título chamado de Ys I: Ancient Ys Vanished, lançado para o NEC PC 8801 pela Nihom Falcom, assim como diversos outros títulos da série e spin-offs que foram sendo lançados no decorrer dos anos. A Nihom é a desenvolvedora e publicadora da série no Japão, mas quem toma conta da série, lançando-a para outros mercado é a NIS America.

Ys X: Proud Nordics é a versão melhorada de Ys X: Nordics, título do qual está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch, e a sua mais nova versão foi lançada anteriormente somente para Nintendo Switch 2 no Japão em julho de 2025, mas agora recebe uma versão para PlayStation 5 e PC, sendo lançada mundialmente em 20 de fevereiro de 2026.

Neste título, acompanhamos Adol Christin, um protagonista recorrente na série Ys. E agora ele está indo em direção ao Golfo de Obelia junto com alguns amigos, uma região com muita água e com ilhas de diversos tamanhos, mas o objetivo do mesmo é a região de Celceta. Em seu caminho até o Golfo, seu navio é atacado por Normans, uma facção da qual o império nem sequer se atreve a bater de frente, por dominarem e muito os mares, além de terem guerreiros exímios em sua posse.

Neste ataque, os Normans começam uma investida contra todos os tripulantes, mas Adol começa a luta contra alguns Normans, derrubando-os. Após isto, começa um combate com a Capitã deles, mas a luta acaba encerrando de forma antecipada, pois encontram o alvo deles: o capitão do navio. Com a sua captura, os Normans executam o capitão ali mesmo, pois ele já tinha recebido alerta de que o mesmo não podia mais trafegar. Demais tripulantes do navio escapam ilesos e continuam a sua viagem até Carnac.

Em Carnac, Adol e seus amigos se separam após o café da manhã, e ainda na hospedagem, ele recebe uma carta misteriosa pedindo para que o mesmo vá até a praia, e lá ele encontra a Capitã Norman que enfrentou anteriormente no navio, e dessa vez, ambos começam um embate até serem emboscados por alguns monstros conhecidos como Griegr, mas que são facilmente derrotados pelo trabalho conjunto deles.

Adol fica ciente que tais monstros estão ameaçando e muito a região do Golfo de Obelia, e obviamente, a cidade de Carnac e seus habitantes. Após tal acontecimento, a Capitã Norman revela seu nome: Karja Balta, a princesa guerreira e filha do Jarl. No noite seguinte, Adol e Karja partem até a costa da cidade, do qual se reúnem com alguns amigos, porém o que era para ser uma noite simples com roda de conversas, acaba se tornando uma noite agitada e horrível para Carnac. Uma Griegr com aparência humana está comandando um ataque à cidade, fazendo com que a mesma fique destruída e muitos cidadãos são capturados e levados.

Adol e Karja resolvem confrontar a Griegr, porém a mesma manda mais e mais soldados atrás dos dois, mas ficam cansados com a onda incessante de inimigos, e resolvem fugir. Em seu último recurso, eles decidem pegar o navio que está parado no cemitério de navios na costa da cidade e fogem. Após a fuga, eles decidem que irão caçar os Griegrs que tanto ameaçam Carnac, tal como o Golfo de Obelia, e resgatar os cidadãos que foram capturados.

O desenvolver da história de Proud Nordics possui uma velocidade boa ao desenrolar, porém em certas partes do jogo, começamos a realizar ações repetidas, como resgatar personagens secundários que começam a fazer parte da nossa tripulação, aportando o navio, entrar na ilha, enfrentar inimigos, derrotar chefes, sendo que alguns começam a se tornarem monstros normais no decorrer do jogo, e depois enfrentar o chefe final daquela ilha para libertar o novo tripulante do nosso navio. E então, para começar a sair um pouco dessa repetição, já estamos praticamente mais da metade do jogo, tornando tal ciclo cansativo.

Apesar de tal repetição, o jogo consegue explicar e se aprofundar um pouco mais em seu próprio universo, fornecendo explicações dos acontecimentos anteriores dos quais nos levam até os dias atuais, das crenças dos habitantes do Golfo de Obelia.

Uma coisa que pode ser dita, é que a interação entre os personagens secundários com a dupla protagonista (Adol e Karja) são bem divertidas, aprofundadas e até mesmo uma pitada de humor em alguns momentos.

A dupla de protagonistas, Adol e Karja, da qual surgiu com uma indiferença e de ter sido forçados a ficarem juntos devido o destino imposto a ambos, começa a evoluir, da qual eles começam a confiar mais um no outro, expondo fraquezas e o outro ajudando, resolvendo problemas, se complementando, até o ponto que se tornam fiéis companheiros de guerra, sendo dois guerreiros Norman que conseguem superar qualquer desafio imposto a eles.

E uma coisa que vale a pena ser citado, Ys X: Proud Nordics, como o próprio título do jogo faz referência, utiliza-se da mitologia nórdica em sua história, porém alguns deuses e criaturas são referenciados pelo seus nomes mais populares, e outros são referenciados com outros nomes menos conhecidos, como Odin que é referenciado como Hárr. Também vale mencionar que Norman é um termo utilizado para referenciar as pessoas da Escandinávia, as quais pertenceram às excursões navais do Século X.

Assim como seus antecessores, Ys X é um JRPG de ação em tempo real, e durante o gameplay podemos controlar livremente Adol e Karja, podendo alternar livremente durante ou fora do combate entre eles ao toque de um único botão.

Durante os combates, Adol possui uma rapidez em seus ataques ao utilizar sua espada, sendo bem rápidos, tal como também ao utilizar suas habilidades. Além disto, ao segurar o botão de ataque, é possível conjurar fogo para queimar galhos/espinhos secos para abrir caminho. E a Karja, utiliza um machado de uma mão para atacar, sendo ataques lentos, porém com maior dano. E similar ao Adol, ao segurar o botão de ataque, Karja pode conjurar uma coluna de gelo em regiões onde há água para alcançar plataformas maiores ao saltar.

Como dito anteriormente, a dupla de protagonistas possui habilidades que podem ser utilizadas, mas para conseguir utilizá-las temos que preencher medidores que ficam no lado direito da tela. Quanto mais atacarmos ou até mesmo defender/defletir os ataques dos inimigos, mais a barra irá se encher. Cada barra é preenchida de maneira individual para os protagonistas.

Existem também habilidades em dupla que só podem ser utilizadas quando ambos os personagens possuem medidores suficientes para executá-las. São habilidades que causam mais dano, como também possuem um alcance bem maior quando comparada às habilidades individuais de cada um deles.

Além disto, para desbloquear mais e mais habilidades, é preciso desbloquear os “nós” em suas respectivas áreas de habilidade. E é aqui que podemos manusear mais ainda os atributos dos personagens, além dos equipamentos comuns que vemos em diversos RPG, como armas, armaduras, acessórios.

As árvores de habilidades aqui em Ys X: Proud Nordics, são divididas em diversas profundidades, que só vão sendo acessíveis na medida do vamos evoluindo de nível (do qual é compartilhado entre os protagonistas). E cada profundidade possui um número “nós” do qual podemos equipar sementes de diversas cores, do qual fornecem mais estatísticas aos nossos personagens. Existem sementes vermelhas (foco em ataque/dano), azuis (foco em defesa/vitalidade), amarelas (misto entre defesa e ataque), negras (grande foco em ataque, mas diminui a defesa/vitalidade) e arco-íris (aumenta todos os atributos em certa quantidade). Cada uma das sementes possuem níveis, variando do Nível I até Nível III, que podem ser refinadas nas Pedras de Teleporte disponíveis em diversas localidades do jogo.

Como comentado anteriormente, nós acabamos obtendo um navio, do qual será nosso companheiro do início ao fim da nossa jornada para conseguir ir de local em local, para realizar missões principais e secundárias. Além disso, a exploração não está limitada somente a terra, ou melhor dizendo, às ilhas das quais visitamos durante a jornada, mas também se expande para o próprio Golfo de Obelia.

O controle do navio é bem simples de aprender, sendo extremamente rápido e fácil de navegar pelas águas do Golfo de Obelia, além de claro, os combates navais serem fáceis de aprender. Podemos utilizar um “boost”, do qual nos impulsiona por um curto período de tempo, ou podemos utilizar as Correntes de Ventos também impulsionam o navio que podem ser desbloqueadas ao passarmos por alguns combates navais em pontos de interesse que estão espalhados pelo Golfo.

Em relação aos combates navais, apesar de enfrentar diversos navios inimigos juntos, o jogo não te oferece tanto desafio, mesmo que você não vá evoluindo navio de forma assíduo e sem parar, evoluindo uma vez ou outra, pois apesar de você progredir na história e resgatar mais membros para a tripulação, tais adições já melhoram estatísticas para o nosso navio, além de também possibilitar que novas armas possam ser adicionadas a nossa embarcação.

E aliás, só teve um momento durante todo o jogo que realmente senti dificuldade no combate naval, durante uma missão específica para procurar falsos navios de mercadores, foi necessário ter o meu navio com quase todas as melhorias para conseguir dar um dano maior, devido o mesmo possuir escudos e uma vida enorme, além de claro, deferir bastante dano, então foi preciso estar com um ataque e defesa altíssimos para conseguir derrotá-los.

Apesar de Ys X: Proud Nordics não possuir um visual muito refinado quando comparado a outros JRPGs, até mesmo quando comparado ao seu primeiro lançamento (Ys X: Nordics), ele consegue trazer uma melhoria significativa em sua performance quando comparado a outros títulos disponíveis no mercado, trazendo dois modos disponíveis para jogar: Qualidade e Desempenho.

No modo Qualidade, é possível jogarmos com a resolução como alvo em 4K e com 60 FPS, entregando já um jogo bastante fluído com texturas em uma altíssima resolução, e com uma excelente qualidade no modelo dos personagens. Já no modo Desempenho, o jogo entrega uma resolução de 1080p (FullHD) com 120 FPS. E durante a minha jogatina, optei por jogar o título completamente no modo Qualidade, pois já era mais que suficiente.

Veredito

​​Ys X: Proud Nordics nos apresenta uma uma dupla de protagonistas que evoluem juntos, formando laços maiores após superarem inimigos cada vez mais fortes, além de um sistema de combate extremamente divertido, junto com uma forma diferente de melhorar as estatísticas de cada um dos personagens bem diferente quando comparada a outros jogos que se resumem muito a árvore de habilidades e equipamentos. Proud Nordics consegue nos entregar um título extremamente polido, apesar da história possuir um repeteco e canseira durante alguns momentos.

Nota

8.5

Jogo analisado com cópia gentilmente fornecida pela NIS America para PlayStation 5. Ys X: Proud Nordics não possui legendas em Português.

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