Wo Long: Fallen Dynasty – Análise

Jackson FrançaAnálises04/03/202659 Visualizações

Koei Tecmo é conhecida já por desenvolver diversas franquias, como Ninja Gaiden, Dynasty Warriors, Fatal Frame e Nioh. E agora, a mesma decide lançar um novo título baseado também em Soulslike, Wo Long: Fallen Dynasty, do qual nos transporta diretamente para a Dinastia Han Posterior (Século X), na China, da qual ocorreu entre os anos de 947 e 950.

Em Wo Long, somos um aldeão de uma vila da qual está sendo atacada por diversos monstros, dos quais são comandados por um Taoísta de Qi Demoníaco, e nesse ataque acabamos morrendo. Posteriormente, aparece um outro Taoísta, porém com uma venda em seus olhos que nos ressuscita através de uma divisão espiritual (similar a que ocorre em Nioh) de seu espírito.

Após se recuperar de forma plena e completa, decidimos que iremos caçar todos que utilizam o Qi Demoníaco como fonte de poder, além de claro, do próprio mandante que fez diversos aldeões serem mortos, o Taoísta de Qi Demoníaco.

Wo Long: Fallen Dynasty possui uma variedade de cenários como já vistos em outros títulos desenvolvidos pela própria Koei, apresentando assim diversos biomas no decorrer das nossa aventura. Além disso, possuímos um HUB em uma região montanhosa, do qual podemos acessar diretamente de um estandarte (fogueira em outros títulos Soulslike) disponível nas missões, e aqui podemos fazer melhorias nos equipamentos, conversar com outros NPCs, um local similar em funcionalidades ao visto na Mesa Redonda em Elden Ring.

A customização de personagens é bem similar a vista já em Nioh 2, além de que, os personagens da história apresentam um modelamento bem detalhado, sendo este um ponto bastante alto do jogo, por todos possuírem praticamente armaduras e roupas a todo instante.

Neste título, apesar de podermos vivenciar a história da Dinastia Han Posterior, o nosso personagem é um protagonista mudo, do qual só participa dos conflitos e auxilia os demais personagens, não fazendo exatamente a diferença da qual o William de Nioh fez, sendo muito mais incluído na história e fazendo sentido no conceito do jogo.

Como dito anterior, Wo Long bebe da fonte do gênero Souslike, porém aqui o mesmo já possui uma movimentação vertical como vista em Sekiro, podendo subir em edifícios, muros, mas sem o gancho como o jogo da From Software. Temos também o pulo duplo aqui neste título para nos auxiliar a subir em tais construções.

O combate de Fallen Dynasty é bem similar com o de Nioh quando colocado lado a lado, com feras divinas que podem ser invocadas, porém aqui ocorre de uma forma diferente, pois ao invocar, as mesmas fornecem um aprimoramento de atributos (buff) em uma determinada área, onde em Nioh éramos possuídos por tais feras e tínhamos uma barra de duração e/ou vida enquanto estávamos incorporados pelas mesmas. Além disto, aqui também possuímos a mecânica de parry e postura, bem similar a Sekiro.

As mecânica de Qi e Espírito voltam aqui neste título, onde cada uma representa uma barra de cores difeerentes. A barra de Qi é laranja, que mostra até quando você pode ficar recebendo golpes antes de quebrar a postura e ficar vulnerável a um ataque crítico do inimigo. E a de Espírito é azul, ao lado da barra Qi, que quanto maior for, e você utilizar um Golpe Espiritual (Triângulo), causa dano à barra de Qi do inimigo até o mesmo “despertar” ou quebrar, e receber um golpe crítico vindo do jogador.

A barra de Qi aumenta ao você receber dano ou ao utilizar habilidades das armas, e o Espírito aumenta ao atacar inimigos. O sistema de Qi e Espírito lembra o sistema de postura de Sekiro, só que no caso, a barra aqui é dividida em 2 lados distintos que se complementam, e no Sekiro era uma única barra, variando de laranja até vermelha, da qual quanto maior ficasse, mais perto de perder a postura e receber um golpe crítico ficava, ou quanto mais avermelhada ficava, mais rápido iria crescer até quebrar a postura.

Como citado anteriormente, aqui em Wo Long temos a possibilidade de refletir (parry) ataques dos inimigos, fazendo com que tenhamos uma janela para atacar os mesmos, funcionando inclusive com chefes. E para monstros normais ou chefes, é possível refletir golpes críticos, dos quais nos posiciona de uma forma muito boa para garantir um bom dano extra nos inimigos. A janela para executar tal parry é maior nos monstros normais, e depois que pega o jeito, consegue facilitar um pouco mais o gameplay.

E claro, um sistema diferente dos vistos em outros jogos de mesmo gênero, é o Sistema de Destemor (Honra), do qual, quanto maior a diferença do seu nível comparado ao inimigo, mais dano você receberá e menos causará, ou quanto maior, menos receberá e mais causará. Tal sistema é muito mais efetivo contra monstros normais quando está mais alto, porém para chefes não faz tanta diferença ter um nível de honra maior, porém faz com que você consiga sobreviver um pouco mais.

A dificuldade do jogo vai crescendo de uma forma bem descontrolada até o meio do jogo, e depois disso o jogo passa a ficar bem mais fácil, com pequenas dificuldades onde o jogador precisasse decorar a movimentação do chefe, caso estivesse passando por dificuldades.

Assim como ocorre em Dark Souls, Elden Ring ou Bloodborne, você pode ser invadido a qualquer instante em uma missão, onde no Nioh isso não era possível, ficando muito mais similar a jogos do mesmo gênero. Além disso, você pode invocar 2 NPCs para te auxiliar na missão diretamente em um Estandarte, sendo esses NPCs diretamente os da missão (caso tenha), ou os que você já tenha liberado. É possível também chamar outros 2 jogadores e ficar com tais NPCs até os mesmos entrarem em seu jogo.

Wo Long utiliza a mesma engine da série Nioh, a Katana Engine, e ela aparenta ter tido um leve refinamento visual, porém ainda apresenta muitas falhas na sua tratativa do antisserrilhamento (anti-aliasing) em roupas que simulam pêlos/peles de animais, ficando muito visível a falha visual.

Veredito

Wo Long: Fallen Dynasty nos joga em um período bem conturbado cheio de conflitos na Dinastia Han Posterior junto com a Mitologia Chinesa, da qual se mostra muito rica em suas criaturas míticas. E o protagonista acaba não fazendo tanta diferneça na história do jogo, podendo estar ou não estar, que o fim poderia ser o mesmo. Wo Long tenta se distanciar da sua série irmã e de outros jogos do gênero Soulslike, mas acaba esbarrando com uma dificuldade desbalanceada até certo momento do jogo, e depois facilitando até demais para o jogador.

Nota

7.5

Jogo analisado com cópia adquirida pelo redator para PlayStation 5.

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