My Hero Academia: All’s Justice – Análise

Jackson FrançaAnálises17/02/2026199 Visualizações

My Hero Academia (no original, em japonês – Boku no Hero Academia) é baseada no mangá homônimo de mesmo nome, tendo sua serialização iniciada lá em julho de 2014 até agosto de 2024 (do qual teve também sua publicação feita no Brasil pela JBC), e eu acompanhei fielmente, desde o primeiro capítulo lançado, época do qual, Naruto, outra série de mangá que eu gosto muito e que estava já bem próxima do seu final, já estavam colocando novos mangás na revista de publicação japonesa, a Shueisha. A série também recebeu uma serialização em anime de abril de 2016 até dezembro de 2025, sendo dividido em diversas temporadas, cobrindo todo o mangá.

My Hero Academia: All’s Justice é o terceiro jogo baseado na série, do qual cobre de maneira mais específica, a última temporada do anime, onde acontece o embate entre o herói Deku, Izuku Midoriya, o portador de One For All, e o do vilão Tomura Shigaraki, o portador de All For One, duas Quirks (ou individualidade) extremamente poderosas, das quais se opõem o funcionamento de uma a outra. Enquanto a One For All, ela pode ser transferida de um usuário a outro, carregando junto a própria individualidade do usuário anterior, melhorando todas, All For One rouba a individualidade alheia para se concentrar em uma só pessoa, de uma maneira egoísta e gananciosa.

Neste terceiro título, possuímos diversos modos de jogo, como Modo História, Missões Team-Up, Modo PvP (Offline e Online), Memórias de Personagens (Character Memory) e Batalha dos Arquivos (Archives Battle), além de claro, do menu interativo, se é assim que podemos dizer.

Primeiro de tudo, como dito anteriormente, temos o menu interativo, que não é nada mais que um “modo livre” para usarmos o Deku em um pequeno (muito pequeno) espaço da cidade, para ficarmos pulando de um lado para outro, e para conseguir também acessar outros modos de jogo através do próprio mapa, ou ao pressionar OPTIONS (no PlayStation 5), que abrirá o celular, que assim teremos também acesso rápido aos demais modos do jogo.

Sobre o modo história, é coberto o último arco da série, o desenrolar e desenvolvimento das lutas e dos personagens, mostrando combates entre os heróis e vilões, dividido em seções entre diversos personagens, cobrindo as lutas dos mesmos.

E uma das coisas que me incomodou um pouco quando comparado a outros jogos de anime (como Naruto e Demon Slayer), é de que My Hero Academia: All’s Justice, utiliza-se muitas cenas estáticas do próprio anime nas cenas do próprio jogo, e em outros poucos momentos acabam recriando cenas totalmente renderizadas dentro do jogo, as clássicas CGIs. Isto em si, me incomodou muito no decorrer do jogo, pois se fosse uma vez ou outra para utilizarem as cenas da própria animação, mas era bem ao inverso, eram raras as vezes em que realmente ocorriam as CGIs, do qual entre as lutas, mostravam basicamente um resumo do que ocorria com uma breve descrição e já ia para o próximo acontecimento. As cenas em CGI não precisariam ser uma cópia idêntica dos acontecimentos na animação, só que fossem representadas de uma maneira adaptada para o contexto do jogo, assim como já foi realizado anteriormente em outros jogos baseados em animes.

O decorrer a história segue muito o acontecimento do próprio mangá/anime, e de que, podemos seguir as seções de cada personagem fora de ordem, não necessitando seguir a risca. Porém, em determinado momento, você é obrigado a concluir a seção daquele último personagem que sobrou para conseguir abrir mais partes de outros personagens para prosseguir.

Sobre Missões Team-Up, é um modo do qual te envia para uma realidade virtual, para realizar diversas missões que te colocam em missões de campo, missões de pesquisa, dentre outros tipos de missões principais. E dentro desse próprio modo, você pode realizar as missões únicas (ícones vermelhos), que são dadas pelos personagens secundários, e também as missões secundárias que podem ser dada por eles ou por NPCs aleatórios (ícones azuis), e tais missões espalhadas pelo pequeno mapa disponível para este modo em questão.

No modo Team-Up, podemos ter até três personagens que podemos jogar (não sendo possível retirar o Deku da equipe). Demais personagens para jogar podem ser liberados realizando as próprias missões principais, além das missões opcionais (únicas e secundárias), pois cada personagem tem um requisito específico, como terminar uma certa quantidade de missões únicas, concluir uma certa missão Team-Up, e assim por diante. E grande parte das missões opcionais que estão disponíveis para serem feitas, acabam sendo uma repetição neste modo em questão, sendo inclusive extremamente cansativo, dos quais teve momentos em que só pegava a missão e avançava, ou pulava logo os diálogos para começar a fazer tais missões.

Além de claro, dependendo da Missão Team-Up que esteja sendo realizada, ela pode ser uma recriação virtual de um acontecimento que ocorreu durante a própria história do anime, da qual serve também para liberá-la posteriormente no modo Batalha de Arquivos.

E por último, a Batalha de Arquivos nada mais é que a história recontada desde a invasão da liga dos Vilões no Colégio UA, onde tivemos o primeiro embate entre os alunos da classe 1-A com a nova liga de vilões comandada por Shigaraki. Cada batalha nova é liberada de acordo com a progressão no modo Missão Team-Up. Concluindo cada batalha, é possível jogar com mais personagens em cada batalha.

Sobre o gameplay do título, é um jogo de luta, do qual suporta até 3v3, sendo possível trocar entre os personagens em cada combate. Caso seja selecionado somente 1 personagem para contra 3, por exemplo, esse único personagem selecionado terá mais vida, ataque e resistência quando comparado aos 3 que foram selecionados na outra equipe.

Além disto, o All’s Justice possui dois modos de controle, o modo manual, do qual você tem que realizar os combos naturalmente, de acordo com uma combinação de botões, e o auto-combo, do qual ao pressionar de forma contínua um único botão, irá realizar ataques, ou até mesmo o uso de habilidades especiais (chamadas de Plus Ultra) durante os combos. Vale a pena citar também que, alguns personagens aparentam ser muito mais fortes quando comparado a outros com seus combos irritantes ou com suas Quirks que podem ser lançadas a todo momento, só pegando o timing certo, causando um dano devastador ao inimigo.

Uma das coisas que estranhei logo que comecei a jogar, foi o modo de esquiva-se tal como de se defender. Por estar acostumado a jogar Naruto e Demon Slayer (os últimos jogos de luta de anime que joguei), All’s Justice possui três botões de ataque, sendo que dois deles são para utilizar as Quirks (individualidades), e o outro para ataques básicos, do qual acho um pouco de excesso, quando comparado a outros jogos de anime, que só tem normalmente dois botões (um básico e um ataque pesado/para habilidade), e apesar disto, utilizam uma combinação de botões para soltar ataques especiais, do qual My Hero Academia: All’s Justice ao menos, não chega a fazer diferente.

Apesar de tais pontos citados do gameplay, o jogo possui diversos personagens que podem ser utilizados, com as mais variadas Quirks de cada um deles, tornando cada um bem único. Não cheguei a identificar

Sobre a performance do título, tive alguns problemas enquanto jogava, relacionados a queda de frames (FPS), pois em certos momentos, como citados, pulava diálogos para obter/finalizar missões, e o jogo simplesmente ficava com FPS muito baixo, sendo facilmente notado, voltando ao normal depois de 5 segundos em média. Além disto houve também momentos do qual ocorria batalhas de 1v3 no modo Missões Team-Up, onde dependendo da habilidade que utilizasse e do local onde ocorria a luta, ao utilizar as habilidades Plus Ultra, ocorria uma ligeira queda de FPS, que voltavam a subir após um certo tempo. Não acredito que um jogo deste estilo em si deva demandar tanto no hardware dos consoles, visto que o mesmo possui um estilo artístico de cel-shading mais fixado, onde as sombras já estão previamente definida nos personagens, podendo ser mais problemas de otimização do que ser propriamente um título pesado. Sendo isto, bem diferente, principalmente vindo da Bandai Namco, da qual também publicou os jogos da série Naruto Ultimate Ninja Storm, que foram extremamente elogiados em termos visuais.

Veredito

My Hero Academia: All’s Justice é o terceiro jogo baseado em My Hero Academia, do qual adapta o arco/temporada final, trazendo o desfecho da história de Izuku Midoriya, o herói Deku, portador do One For All. O título em si, nos traz uma rápida passagem sobre os eventos, utilizando um excesso de cenas retiradas diretamente da animação de forma estática e pouco uso do CGI para recriá-las in-game. Além de claro, de uma gameplay ligeiramente diferente da usual em jogos de luta de anime, trazendo também modos variados, porém com excesso de missões repetitivas e cansativas.

Nota

7.5

Jogo analisado com cópia gentilmente fornecida pela Bandai Namco Entertainment para PlayStation 5, sendo jogado no PlayStation 5 PRO. O título não possui dublagem ou legendas em Português do Brasil.

Procurar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...